O maior lançamento da história do entretenimento
CoD: Modern Warfare 2 (parte II)

por Bruno Ferrari, clique aqui para conferir o blog
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O desenrolar da trama se dá de maneira sempre intensa, com um aumento exorbitante daqueles gloriosos momentos “WTF”, nos quais seu queixo chega lá embaixo. Reviravoltas permeiam a progressão da narrativa, acabando de vez com os poucos momentos tediosos do primeiro jogo.
O único ponto negativo, entretanto, é a curta duração da história, que acaba antes do que deveria, apesar da variedade de fases. Umas 6 a 7 horazinhas são mais que suficientes para você rodar o jogo e ficar com um raiva mortal da Infinity Ward por te deixar com água na boca até eles resolverem lançar o próximo episódio da nova franquia (o que não deve demorar tanto, frente ao sucesso desse volume).

Já dizem até por aí que um dos personagens mais legais desse jogo, um soldado chamado Ghost,que usa uma máscara de caveira em todas as fases que aparece pode ganhar seu próprio spin-off, mas ainda não há nada confirmado, apesar da torcida. Além disso tudo, a história trás uma pequena polêmica que já começa a fazer barulho na imprensa não específica e, com isso, deixar alguns jogadores de saco cheio: Há entre as fases uma bem polêmica (posso adiantar que é mesmo chocante, mesmo pra alguém criado à base de GTA), tão polêmica que o próprio jogo te pergunta se deseja jogar essa fase ou deixá-la bloqueada para sempre de seu software. Logo na primeira cena você já perceberá qual fase se trata e confesso que a primeira reação é não saber direito o que fazer, tamanho o impacto que a mesma tem sobre o jogador. Apesar dessa fase impactante, as outras não ficam pra trás e também deixam suas marcas na memória do jogador, cada uma com suas características próprias. Passamos por bunkers americanos, prisões russas, desertos afegãos e até mesmo as alardeadas favelas cariocas e seus tiroteios insanos em português, e a sensação ao passar de nível é sempre a de querer jogar outra vez.

Em questão de jogabilidade, apesar de ser basicamente a mesma do game anterior, nota-se que toda a mecânica do jogo está mais fluida ainda que no primeiro jogo. Gráficos e física extremamente realistas cooperam para a imersão na história, e acabam por incluir alguma variedade extra no jogo. Como por exemplo, as granadas, que agora, quando lançadas, rolam pelo relevo do terreno até encontrar um obstáculo que as parem, para depois explodirem, levantando fumaça e poeira que embaça a visão do jogador. O efeito de quando se leva tiros também foi aprimorado, e agora mostra gotas de sangue que embaçam a visão nos momentos mais tensos dos tiroteios, deixando você com a real sensação de desespero da batalha (ou algo próximo disso, mas com bem menos risco).

Motivos como esses tornam o replay do jogo obrigatório, bem como a variação de armas existentes, que possibilitam ao jogador variar sua ação durante as fases. Quer ser um atirador de elite? Ok, você pode usar os muitos rifles deixados pelos inimigos, mesmo que suas armas iniciais não forem desse tipo. Um desafio testado por mim, por exemplo, foi rodar o jogo somente usando pistolas. É dificil, mas interessante. Há! E no final, tal qual a fase extra do avião no primeiro game, há um presentinho do gênero deixado pelo pessoal da Infinity Ward para quem quiser gastar algumas horinhas no desafio (apesar de não ter conseguido completar tudo e achar que a recompensa dessa fase não é muito satisfatória).

Em suma, o jogo pega a fórmula consagrada no primeiro e a intensifica, recheando cada segundo de jogatina com referências, reviravoltas e situações surpreendentes. Não só é um ótimo jogo, como também uma promessa cumprida por parte da Activision e uma boa esperança do que virá pela frente. Decepciona um pouco pela história curta, mas compensa pelo replay e pelo ótimo multiplayer online e deixa na boca um gosto de jogão, de “quero mais um”.
Pronto; Agora você já pode tirar aquela grana do bolso e investir em várias horas de entretenimento da melhor qualidade sem medo algum de ser feliz, por que estará frente a frente com um fortíssimo candidato (se não o principal) a jogo do ano. Demorou, mas chegou! ;)
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