O início da saga de terror psiológico da Konami
Silent Hill (Parte II)

Por Lipe Vasconcelos
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BRINCANDO DE DETETIVE
O grande foco de Silent Hill é a exploração e a resolução de Puzzles. A ação aqui é um pouco mais direta do que em qualquer outro game desse gênero, e ainda que seja mais satisfatória, acaba cometendo seus deslizes, mas falaremos disso mais adiante. O nível dos Puzzles, por outro lado, foi uma novidade e tanto para a época. A maioria deles são apresentados em forma de charadas, e resolvê-las exige grande interpretação por parte dos jogadores. É muito comum ficar travado em algum Puzzle, o que vai irritar aqueles mais impaciêntes. Coletar itens e informações é vital para prosseguir no game, muitas vezes você encontrará objetos que parecem não ter nenhuma utilidade, mas acabam sendo peças chaves na resolução de algum mistério, e até ajudam a adquirir outros itens que podem ser muito úteis mais adiante.

Agora falando melhor nos combates. Em Silent Hill, você encontrará as mais bizarras criaturas com muitra frequência. Felizmente, a munição não será tão mínima quanto em outros games; mas ainda assim, na ausência de balas para sua pistola ou espingarda, Harry ainda pode se armar de um eficiente pedaço de cano, que se mostra bem efetivo para detonar monstrinhos mais chatos e enfermeiras, já que estes não mostram uma resistência tão alta (mas é necessário pisar em um inimigo, caso contrário, ele se levanta de novo). Como de praxe, você precisa manter um botão pressionado para fazer uso de alguma arma; felizmente, você pode movimentar Harry para frente ou para trás enquanto estiver empunhando alguma arma (função que seria muito bem vinda em Resident Evil). Mas mesmo com tantas vantagens, em determinadas horas fugir é sempre a opção mais viável, econimzar munição para encarar os chefes também é sempre aconselhável.

GRÁFICOS
Silent Hill traz gráficos muito bons, a Konami fez ambientes bem escuros para dar o clima certo para o game. O problema é que a escuridão às vezes acaba por atrapalhar um pouco, principalmente nas áreas externas, tornando o campo de visão de Harry muito limitado, de modo que isso pode até atrapalhar o jogador de ver quando um inimigo se aproxima.

Apesar do exagero na escuridão, a ambientação de Silent Hill não poderia ter sido melhor, nenhum cenário se torna cansativo ou chato. Quando a cidade muda para a dimensão demôniaca, os cenários se tornam realmente medonhos. Destaque para o hospital; onde você pode ver camas quebradas, algumas delas trazem cintos largados pelo chão - lembrando camas de hospitais psiquiatricos, as paredes ficam com desenhos estranhos e sujas de sangue e os chãos são feitos de ferro. Os personagens também têm desenhos bem legais, alguns com aparências bem estranhas, o que caiu como uma luva para um jogo de terror. Todos os monstros encontrados no game são muito bem feitos, mas faltou maior variedade de criaturas. Como a maioria dos jogos de Playstation, Silent Hill traz animações em CG que ajudam no desenrolar obscuro da trama

EFEITOS SONOROS E MÚSICAS
Silent Hill não é necessariamente feito de trilha sonora, as músicas em geral só dão as caras nos momentos de diálogo, quando temos a gostosa sensação de estar jogando um filme de terror, no qual a musica é essêncial para aumentar o apelo dramático de cada acontecimento. Os ruídos em geral estão de exprimir as mais diversas sensações de pânico do jogador, é meio difícil de descrever, mas os efeitos sonoros sempre despertam a adrenalina do jogador, principalmente quando há monstros em alguma sala ou corredor. É interessante lembrar que Harry leva consigo um rádio quebrado, que faz um ruído sempre que os monstros estão se aproximando. As dublagens também marcam presença, ainda que não sejam algo realmente brilhante.
UM BELO INÍCIO
Silent Hill foi um início e tanto, e era óbvio que ainda havia muito pano para manga para que o game se tornasse uma franquia de sucesso. Com o passar do tempo, Silent Hill foi considerado o pioneiro do chamado terror psicológico, ganhando muitos fãs e se tornando o concorrente direto de Resident Evil. Silent Hill ainda traz finais alternativos, tornando sua vida útil mais longa. Mesmo o terminando várias vezes, Silent Hill é um titulo que sempre vale a pena. Recomentado para qualquer fã do horror eletrônico!
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